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Cadê o Apelo?

Agora, ouvindo isto, foram cortados no coração, e disseram a Pedro e ao restante dos apóstolos: "Irmãos, o que faremos?" (Atos 2:37).

Pedro tinha acabado de pregar a mensagem da sua vida no dia de Pentecostes à multidão em Jerusalém e algo estranho aconteceu, você já notou? Ele terminou a sua pregação assim, "Saiba pois com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo" (Atos 2:36).

Ponto final. Acabou a mensagen. Nada de música de piano. Nada de estalando os dedos. Nada de convite após convite vir à frente. Nada disso. Estranho não é.

Muitas igrejas hoje em dia tem se acostumado com "apelos" no final do culto. Deixa me dizer que não estou contra um apelo às vezes. Eu mesmo respondi um apelo que mudou a minha vida. Todavia, também devo dizer que muitas vezes o apelo é nada mais do que manipulação do povo. Tenho visto pastores pregando, fazendo o apelo, e a igreja inteira vem à frente para "dedicar a sua vida a Deus". Passa uma semana e as mesmas pessoas, escutando o mesmo apelo, vão a frente para dedicar as suas vidas a Cristo. Perguntar essas pessoas o conteúdo da mensagem e elas vão ficar sem saber o que dizer.  Porém o apelo foi marcante e elas responderam as suas emoções.

O alvo como pastor é pregar a mensagem de Deus e deixar o Espírito Santo mover o povo. Não precisamos de música, convites insistentes, e nada de bater no púlpito ou estralar os dedos. O povo em baixo da convicção do Espírito vai se mover ou pelo menos perguntar, "Irmãos, o que faremos?"

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